XLB Assurances: porque a floresta é um bem precioso

5 de abril de 2018 escrito por Stéphanie Bonnet

Em França, a floresta cobre mais de 15 milhões de hectares e desempenha um papel fundamental no território, tanto a nível ecológico como em termos económicos. Parte integrante de um património que temos a obrigação de transmitir «de boa saúde», a floresta é atualmente objeto de todas as atenções. Neste contexto, a legislação obriga à redação e observância de inúmeros documentos de gestão destinados a assegurar uma gestão correta e sustentável da floresta. Na floresta, o tempo mede-se em décadas, pelo que é conveniente ter uma boa perspetiva do futuro.

Contudo, dos 25 % que o poderiam estar, apenas 5 % das florestas francesas estão seguradas.

Como fazer os proprietários florestais e as autarquias compreender que segurar as suas florestas constitui um dos fundamentos de uma boa gestão? A empresa XLB Assurances trabalha permanentemente para incluir o seguro das florestas nas prioridades dos respetivos proprietários.

 

«Entrei no meio florestal por acaso e hoje posso dizer que por vontade que nele continuo a mover-me!

afirma alegremente Xavier de la Bretesche, fundador da empresa XLB Assurances situada em Laval, no coração do departamento de La Mayenne. Este amante da natureza é apaixonado pelas atividades de nicho que se distinguem pela sua especificidade, categoria em que se inscreve naturalmente o seguro das florestas.

Criada em 2001 sobre as ruínas de uma anterior empresa de seguros que não sobreviveu à tempestade de 1999 e às somas astronómicas que foi necessário pagar, a XLB Assurances tem como atividade principal o seguro de florestas e espaços naturais. Líder independente do mercado francês, encontrou uma situação complicada quando chegou ao mercado, no início dos anos 2000, período em que as seguradoras deixavam, umas atrás das outras, de oferecer este produto, de difícil quantificação.

Dotado de uma vontade de ferro e persuadido de que detinha um mercado muito distintivo e com grande margem de progressão, Xavier de la Bretesche levou mais de um ano a criar uma rede de parceiros que entretanto fidelizou. «O principal ressegurador do programa é-nos fiel desde o início.»

Sucessivas propostas aos poderes públicos

Não há dúvida que, desde o início, Xavier de la Bretesche está empenhado na sua profissão. Aliás, não é alheio às diferentes reflexões que influenciaram os textos legislativos sobre a proteção das florestas por seguro desde 1999. «A minha primeira audição no Senado foi na comissão legislativa, em 2001; nessa época, tinha solicitado que fosse criada a possibilidade de dissociar incêndios e tempestades nos seguros florestais. Fui ouvido.»

Após a tempestade de 2009, por ocasião dos trabalhos preparatórios da lei de modernização agrícola, o governo queria encontrar uma forma de desenvolver este mercado, a fim de exonerar os poderes públicos dessa obrigação difícil de prever numas finanças públicas exangues. A ideia proposta por Xavier de la Bretesche de integrar o seguro da floresta na verba DEFI permitia financiar o seguro da floresta através de uma receita de uma categoria diferente da floresta. Com efeito, embora todos os anos a floresta aumente a sua matéria lenhosa, tal não é sinónimo de rendimento sistemático. Ora, o seguro é uma necessidade anual.

A Lei da Modernização da Agricultura e da Floresta de 2010 organiza a desvinculação do Estado no que respeita à reconstituição após grandes tempestades. Deste modo, desde 1 de janeiro de 2017, o Estado não deve conceder auxílios para a floresta na sequência de uma tempestade. Este facto constitui uma alteração muito significativa, uma vez que, em 1999 e 2009, os proprietários obtiveram auxílios para reconstituir o seu património florestal.

Em plena alteração governamental, a lei está a aguardar evolução. Xavier de la Bretesche participa num grupo de trabalho sobre o Fundo Nacional de Gestão dos Riscos na Floresta, a fim de apresentar propostas ao futuro governo. Extremamente ativo, Xavier de la Bretesche está no centro da reflexão que envolve proprietários florestais, o Ministério da Agricultura, o governo e o parlamento.

O CIFA: um instrumento em benefício dos proprietários florestais que gerem a sua floresta

Previsto na Lei da Modernização da Agricultura e da Floresta e aplicável desde 2013, o CIFA tem por objetivo criar uma poupança para fazer face às primeiras necessidades após um sinistro e para, em devido tempo, financiar os trabalhos necessários. Esta poupança beneficia das mesmas condições tributárias que a própria floresta. Esta poupança a utilizar na floresta provém das receitas da própria floresta.

Ainda tímida, a CIFA não suscitou a adesão maciça dos proprietários florestais, que resistem a investir para proteger os seus bens. Quem sabe se ele também não deveria evoluir?

Com 340 000 hectares segurados contra incêndios e tempestades, a XLB Assurances constitui uma referência no domínio da proteção da floresta. Não obstante, Xavier de la Bretesche sublinha que é necessário um esforço suplementar em matéria de seguros em França e dá um conselho:

«Não deixem o vosso património sem seguro. Perguntem-se o que é que no vosso património é tão valioso como a floresta e não tem seguro.»

Uma pergunta sobre a qual refletir, na pendência das próximas disposições legislativas em matéria florestal.

O Conselho da Forêt Investissement:

Atualmente, os seguros florestais são eficazes, pelo que o aconselhamos a subscrever um seguro quando comprar uma floresta de produção ou parcelas para madeira com elevado valor de capitalização.

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