Carbono

5 de abril de 2018

Atualmente, a floresta e o ambiente implicam comportamentos que estão intimamente ligados.Importa saber que, a nível mundial, a floresta cobre quatro mil milhões de hectares, ou seja, 30 % da superfície terrestre.

Por esse motivo, a floresta encerra mais de metade do carbono acumulado pelos ecossistemas existente na Terra. O balanço de carbono da floresta apenas continua a ser positivo a nível mundial porque a floresta armazena grandes quantidades de CO2. Com efeito, todas as florestas constituem imensos reservatórios.

Balanço positivo para a França

As políticas de rearborização que têm vindo a ser executadas desde há décadas permitiram implementar uma gestão genuinamente sustentável da floresta, graças a toda uma cadeia de profissionais. As propriedades privadas, por seu turno, têm vindo a ser permanentemente sensibilizadas e podem obter benefícios fiscais se seguirem as diretrizes públicas.

Em França, como no resto do mundo, as florestas são geridas de forma sustentável e desempenham um papel de reservatório de carbono. As florestas retêm o carbono na biomassa viva, mas também na biomassa morta, quer se trate de matéria orgânica em decomposição, quer de solos.

São os processos de fotossíntese, de respiração, de transpiração, de decomposição e de combustão que asseguram a circulação natural de dióxido de carbono entre a floresta e a atmosfera. Este processo é fundamental para o ambiente.

Deste modo, o funcionamento dinâmico dos ecossistemas florestais permite reciclar o CO2. Quando a quantidade de carbono armazenado aumenta, o fluxo da atmosfera para o ecossistema florestal é positivo; fala-se, neste caso, de sumidouros de carbono. Quando o processo é inverso, fala-se de fonte de carbono.

Fala-se muito de sumidouros de carbono: Com efeito, a captura de CO2 pelas árvores e pela floresta é fundamental para a atmosfera de todo o planeta.

Importa não esquecer que a atividade humana altera consideravelmente a quantidade de carbono armazenada e as trocas de carbono. Nas florestas temperadas geridas de forma sustentável, os povoamentos e a manutenção permitem acumular quantidades importantes de carbono. Atualmente, o carbono ocupa um lugar central nas discussões internacionais sobre o efeito de estufa e as alterações climáticas.

A França está muito sensibilizada para a questão do ambiente e deseja honrar os compromissos internacionais resultantes do Protocolo de Quioto, confirmados pelos acordos de Paris de 2015 - a COP 21 -, que têm por objetivo reduzir as nossas emissões de gases com efeito de estufa, a fim de limitar o aquecimento global.

Em França, temos a possibilidade de obter uma boa taxa de captura de carbono.

Por um lado, porque as nossas florestas estão muito arborizadas e, por outro, porque o território tem uma certa percentagem de florestas antigas, com uma capacidade acrescida de armazenamento de CO2.

Não obstante, observam-se disparidades regionais. Por exemplo, a capacidade de armazenamento de carbono do nordeste é superior à da região mediterrânica. Com efeito, tudo depende do clima, das espécies florestais, do tipo de solo e das práticas de gestão.

Em França, as atividades florestais são tidas em conta em dois artigos do Protocolo de Quioto: art. 3.3, sobre a desflorestação e os novos povoamentos, e art. 3.4, sobre a gestão florestal.

 

Dossiê de imprensa COP 21 sobre a agricultura e a floresta: http://agriculture.gouv.fr/sites/minagri/files/151130_dp_cop21_maaf-bd.pdf

Votre navigateur n'est pas à jour, votre experience sur le site ne sera pas opimale.